Crítica do interessante Tron – O Legado

Tron – O Legado (Tron: Legacy, 2010)

São poucas as pessoas que se lembram da aventura Disney de 1982, Tron – Uma Odisséia Eletrônica (Tron, 1982). Os mais informados afirmam que o visual inovador para a época não seria digerido facilmente pelo público (anos depois, a obra seria cultuada por cinéfilos-nerds). Mesmo com essa desvantagem, a Disney insistiu na premissa hi-tech e lançou uma continuação 28 anos depois, com resultados animadores.


Parte do roteiro do primeiro capítulo é explicado brevemente no início de Tron – O Legado, do diretor Joseph Kosinski (após a primeira experiência no Ciberespaço, Kevin Flynn torna-se obcecado em criar um mundo perfeito em computador e transpor ao mundo real tal proposta). Passados vários anos do desaparecimento de Kevin, Sam Flynn, filho dele, recebe uma mensagem vinda de um antigo fliperama que o pai comandava (quem repassa o recado é Alan Bradley, parceiro de Flynn no anterior). Curioso por mais informações, Sam descobre alguns computadores escondidos no local. Enquanto operava uma das máquinas, Sam é “tragado” por uma delas. Momentos após chegar ao universo eletrônico, Sam é devidamente enviado para uma série de desafios mortais, incluindo a famosa corrida com motos luminosas. Durante a prova, é salvo por Quorra – essa leva o rapaz para a casa do pai (ela é protegida por Kevin há vários “ciclos”). Após o encontro inicial, Kevin explica ao filho sobre os perigos do lugar depois que Clu (um programa criado por Kevin que era inicialmente incumbido de proteger o ciberespaço) se tornou um déspota do ambiente virtual.



O grande chamativo do capítulo anterior era a ambientação curiosa do hostil universo eletrônico da trama. Tron – O Legado não só capricha ainda mais nesse fator como também deixa para novas ocasiões a possibilidade de expandir outros pontos e personagens do enredo. Antes, um ator de escassas chances notáveis, Jeff Bridges retorna ao papel de Kevin Flynn agora já consagrado por público e crítica, e com uma maior importância. De início, as caras e bocas de Clu (interpretado também por Bridges) soam um tanto bizarras, mas pouco a pouco, essa impressão vai sumindo – o mesmo não pode ser dito de Michael Sheen, no papel de um tresloucado armazenador de informações. Mesmo contando com alguns atores fracos (as caras de sonso de Garrett Hedlund e a belíssima Olivia Wilde pouco ajudam), Tron – O Legado compensará pelos grandes momentos de tensão (a excelente trilha original da dupla Daft Punk provou ser essencial), pelas inovações no elenco (a digitalização de rostos pode tornar-se uma tendência interessante em um futuro próximo nos cines) e no resgate da concepção dos universos hi-tech-sci-fi (a busca da perfeição tecnológica para melhora das condições de vida). Agora é esperar para conferir quais serão as pautas do próximo capítulo.











7.0

Trailer final:


Elenco completo e informações técnicas, no IMDB.
Saiba outras curiosidades sobre Tron aqui.

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